terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Um caso para Robin Hood
Parece que lá na principal Conferência sobre as mudanças climáticas, em Copenhague (Dinamarca), há muita resistência para ver quem cede o que. Mas está claro que todos foram para lá determinados a isso mesmo, resistir.
Então, eis que surge a figura de um personagem muito conhecido como mega-especulador financeiro, George Soros. Seria Soros a nova voz defensora dos países pobres? Estaria Soros arrependido de tanto, tanto e tanto... ter especulado com a instabilidade da ecomonia desses países? Quem saberá.
Basicamente, foi assim que Soros constituiu vossa fortuna. Especulou tanto com certas economias que se dava o luxo, posteriormente, de fazer-lhes uma caridade. Justo! Ganha bilhões às custas dos pobres, retribui-lhes com migalhas porque os pobres se satisfazem com migalhas.
Mas não apenas Soros fez isso. Muita gente enveredou por esse mesmo caminho e ganhou muito com a inconstância das economias. Bastava a percepção de que determinada mina não rendia satisfatoriamente, sem pestanejar, migravam para outra e assim o ciclo da fuga de capital e investimentos se repetia.
Voltando ao assunto do clima, não bastasse a exploração dos países ricos sobre os pobres, agora ensejam agora que os pobres também paguem a conta, que reduzam o seu desenvolvimento e que também comprometam seu crescimento.
É assim mesmo, a cobrança é um consenso, no entanto, na hora de pagar a conta, quem vai meter a mão no bolso ou cortar as mordomias, impor-se sacrifícios? Pois é né, ninguém.
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