quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"Capitalismo predatório"

Caminhos para o despertar...



O ter ou o ser, eis a questão...
Muito mais complexo que o trocadilho com a frase de William Shakespeare (Hamlet) é o dilema do capitalismo. Não que a livre concorrência seja ruim, pelo contrário, ela seria salutar tanto quanto saudável, fosse justa.
Mas algumas pessoas andam tentando transformar os negócios em 'Predadores Vorazes S/A'. Aquele, do tipo... adquirir ou limar a qualquer custo, e, sempre tem alguém querendo devorar outro alguém.
O capitalismo é como aquele indivíduo que tem problemas com o peso, constantemente sofre com a balança, tem colesterol altíssimo. Lá, a devorar uma saudável salada..., todavia, não muito satisfeito! Os olhos estão fixos, grudados, ambicionando o gorduroso lanche alheio. É a fome (leia-se ambição).
Não tenho ideia se os norte-americanos, enfim, estão compreendendo, despertando para uma nova era de igualdade social (sem nostalgia ou romantismo) mas essa crise, que alguns apostavam ser breve, vem capengando, desde 2008.
Dizem até que a pobreza disparou e que a insatisfação cresceu na mesma proporção e isso resultou no ‘ocupem...’ (os grandes centros econômicos do país).
Mas isso é paradoxal. Por exemplo – o real significado de pobreza para os norte-americanos - Perder alguma coisinha, parte ou absolutamente tudo!? Sempre foram muito preocupados com grandeza, conforto e o... umbigo!
Por fim, vamos desmistificar alguns boatos incômodos - O uso da força, repressão policial, gás de pimenta em gente praticamente dominada, não é um demérito apenas de países emergentes.
American way of life...
this is the end...será?
A seguir, cenas dos próximos capítulos.

Em tempo: Editado (É que não gostei do primeiro)

sábado, 19 de novembro de 2011

"Eurosão"


Era uma vez..., uma certa comunidade européia e sua economia 'ando':
afundando, desabando, desmoronando

Um plano bem ambicioso, arrojado, desejado, elaborado e com grandes intuitos de unificação. E isso veio a se concretizar de forma ampla, estruturada e complexa, em 1999. Era o que sonhava, Jean Monnet, bem lá atrás...
Ok! Agregar é bom. Somar forças em torno de objetivos comuns, melhor ainda! Entretanto, poucos levam em consideração as voltas que o mundo dá. Maniqueísmo!? Qual nada! Maior que as voltas que o mundo dá, são as reviravoltas que as economias dão. Posto isso, qual a realidade da Comunidade Européia na atualidade, neste momento?
A Grécia, por exemplo, pensava que o poço tinha fim, mas acabou descobrindo que dava para cavar mais abaixo e, agora está assim: afundando. Mas como tragédia grega, solitária, é bobagem, miraram-se na mesma mediocridade as economias da Itália e Espanha: desmoronando; Irlanda e Portugal: desabando.
Como vê, esse negócio de blocos econômicos pode ser bom... quando tudo vai bem. Porém, quando a crise espreita, como ficam os ditos interesses comuns? Quando nada vai bem, o entrosamento fica comprometido. É como um clube - quanto maior o número de sócios, em momentos de tensão, maiores as adversidades, maiores as divergências, consequentemente, mais difícil estabelecer harmonia.
Agora, com chapéus nas mãos, peregrinam porta a porta...estilo Avon. Não para vender, claro! Por conta de ajuda financeira. Interesses comuns? Vai divagando...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

E aí, tudo 'azul' ?

Não está tudo como dantes, com certeza
Estranho mesmo a pouca cobertura sobre o vazamento de óleo na bacia de Campos - RJ. Deve ser porque o lobby dessas empresas petrolíferas é bastante consistente e seu poder de alienar, enorme... talvez, pelo fato da empresa ser norte-americana e as águas, brasileiras! De qualquer forma, ficam aqui algumas perguntas - e se fosse ao contrário, como agiriam os norte-americanos em relação a empresa de exploração de bandeira brasileira? E o comportamento da imprensa norte-americana?
É...! Suposições à parte, real e factível mesmo é a possibilidade de acidentes assim acontecerem, de fato. Qualquer especialista, se questionado sobre o assunto - exploração em águas profundas, certamente será categórico em afirmar que os riscos são sempre iminentes; por melhor que sejam os recursos tecnológicos disponíveis. Puxe pela memória e terá o maior desastre ambiental causado pela British Petroleum, no Golfo do México.
Lá, depois do ocorrido, técnicos traçaram estudos, estimativas; todavia, tudo é impreciso. É como se alguém conseguisse prever quando um enfermo sairia do coma. Mesmo com toda observação, acompanhamento e tratamento, quando é que ele irá despertar? Ninguém sabe! Tudo depende do complexo sistema neurológico e, porque não, do seu sistema imunológico. E isso varia de indivíduo para indivíduo. Com a natureza não é nada diferente.
Depois daquele vazamento, que afetou seriamente o ecossistema local, não dá para precisar quanto tempo levará para se recuperar por completo. Ademais, há de levar em consideração todos os outros fatores e elementos que conspiram contra - poluição, aquecimento global, alteração na temperatura das águas, acidez dessas águas, etc...
Voltemos atenção ao vazamento aqui, no nosso Brasil - enquanto um telejornal noticiava o acidente, chamou-me atenção o comentário de um delegado da Polícia Federal sobre o problema. Ele havia dito exatamente assim: "Alguma coisa ali deu errado". (...?!) uau! Puxa vida!! Quero crer que não tenha necessitado de ajuda para chegar a essa brilhantíssima conclusão.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Que droga, hein!

O mercado exige uma localização estratégica
A Colômbia é disparado o maior produtor de coca aqui nas nossas redondezas. Bingo! Não é o maior distribuidor por uma questão geográfica - de um lado, o pacífico; do outro, a floresta. Acima, o gargalo da Nicaragua. O que foi que restou? O trânsito do corredor logo abaixo. Aí é que entra o território boliviano.

Observando a imensidão da fronteira seca que une Bolívia e Brasil, fica fácil entender porque a ONU chegou à conclusão de que a Bolívia é o maior responsável pelo abastecimento do mercado brasileiro. E do Brasil para o mundo. Pudera... como é vigiar toda essa extensão ponta a ponta? Sem grandes recursos tecnológicos, equipamentos, logística, gente especializada em bom número, fica impossível.

Ademais, sem falsas expectativas, sem discursos demagógicos, essa é uma guerra mais complicada que a conjectura de Poincaré; mais que a questão da Palestina. Parece exagerado, mas ela é completamente inconclusa pois, por mais que os oponentes do tráfico sejam esforçados no combate, coibindo uma maneira; em seguida, surgem com outras, desembocando novamente no mercado. E as cifras são tão fabulosas que, para os caras, justifica correr o risco.

A entender: Primeiro ponto - comece pelo livre direito de consciência, ou seja, ninguém é obrigado a consumir. Simplesmente vai lá e consome. Segundo ponto - já inseridos, todos acabam reféns do próprio vício. Discutir incongruência? Se casuísmo, conivência, incompetência, vistas grossas, corpo mole...pode ser tudo isso e mais alguma coisa. Visceral é saber o seguinte: Há quem consome? Então pronto! Tudo é oferta e demanda.

sábado, 12 de novembro de 2011

Arrivederci, Addio, Ciao...


Já vai tarde... "Rassegnato"
Alguns trocadilhos adequados ao momento da política italiana: Quem quer consegue (quem quer derruba); a união faz a força (a união faz a forca); unidos venceremos (unidos derrubaremos); um por todos, todos por um (um por todos, todos contra um)... ''Così va la''.
E foi assim, no sábado (12), em troca da propalada Lei de Austeridade, enfim aprovada, o primeiro-ministro (agora ex), Sílvio Berluscone apresenta sua renúncia; para felicidade geral do povo italiano. ''Capisce''!
Mas essa veiculada saída, não era nehuma novidade e não apenas da política. Saturado, já dizia que pretendia até deixar até o País. Resta saber se vai mesmo e até quando duram as palavras sopradas ao vento. Lembremo-nos de que é um político. "Non è vero"?
Na despedida, não houve festinhas ( o cara adora um 'agito'...), foi-se sob vaias mesmo. Nem poderia ser de outra maneira - os escândalos, as excentricidades, problemas particulares e com a justiça, as incontáveis frases de efeitos nefastos... todavia, o principal motivo é a crise econômica que asola a Itália. Em outras palavras - mexeu no bolso do cidadão, não há popularidade que resista. "Fatto".
Agora, sem muitos afazeres, sobrar-lhe-á tempo para as famosas festinhas ''Bunga-bunga". Mas isso já é uma outra história...no momento importa saber "la celebrazione sarà con pizza ou la pastasciutta"?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ops!!


Falando demais...
Bastante provável que não tenha sido proposital. Mas esperava mais discrição, discernimento e experiência de ambos, B. Obama e N. Sarkozy. Se bem que, analisando a tricotagem dos ''bambambans'' do G7, G20...de um outro ponto de vista, a primeira impressão é que fica - a de que esse Benjamin Netanyahu é um 'mala' por unanimidade e magnificência. Deve ser de amargar, um cara chamado ''Bibi'', 'bubuzinando' no seu ouvido, todo santo dia...desagradável.
E, certamente, já ficou sabendo da pior forma possível - por terceiros. Convenhamos, há de ficar todo tristonho. Afinal, são seus pares! Logo eles..., considerando ''Bibi'', um legítimo 'pé no saco'. É, pega mal mesmo.
Mas é final de ano. E isso quer dizer o que, exatamente?! Ora, época de reavaliar as atitudes. E depois dessa indireta mais que direta,''Bibi'', deve fazer um exame de consciência. Como, por exemplo - que tal começar o ano sem torrar o saco alheio! Oportuno e pontual.
Porém, quem deve estar agradecido mesmo é Julian Assange e seu Wikileaks - site de 'transparência institucional'; criado para o desconforto de muita gente graúda. Louvado seja o esforço poupado.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

À bala

Aberto a temporada de caça
Mas eu não queria tratar desse incômodo tema sobre corrupção. Muito massante destacar quem flerta com quem. O fato é que já estamos saturados de saber que política e corrupção é como 'déjà vu' - sempre fica aquela impressão de já termos visto isso antes.
Como corrupção é marca registrada, arraigada que é na nossa cultura política, infelizmente... portanto, importante é falar das frases já que quase todos os dias, surge algo determinante, cômico, hilário. A política brasileira é mesmo afamada pelas frases ilustríssimas.
A bola da vez é o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT. E como nossos políticos, ora são frustrantes; outrora, enfadonhos, aquele que saca a melhor frase, sobressai-se. E o 'só saio daqui abatido à bala'...que mais parece coisa de filme de Western, parece ter movimentado outro tipo de negócio: o da 'temporada de caça'...aos Ministros... novamente.
Tudo bem! Mediocridade ou despreparo à parte, dos homens públicos, isso não é tão emblemático, coisa da terrinha. Num recente debate, nos EUA, o outro lá, cheio de retórica (em se tratando de política, leia-se bravata. Tipo...coisa para impressionar, entende!) foi traído pela própria 'sapiência' - gaguejou, perdeu-se, equivocou-se e mais do que isso, ficou indeciso sobre seu próprio argumento. Mas que poder de persuasão e convencimento...! Ao que parece, mundo afora, estão todos nivelados.
Peraí! Então, analisando bem... não está tudo bem!! É preocupante!!!

sábado, 5 de novembro de 2011

7 Bi

É mesmo para comemorar?

Responda rápido: Qual população procria mais rapidamente ?

( ) Formigas ( ) Gafanhotos ( ) Coelhos ( ) Humanos ( ) Todas as alternativas

A dica: Diz a ONU, que em 31 de Outubro, chegamos a incrível marca de 7 bilhões de bocas... digo, habitantes nestas terras. A novidade é que não vai parar de crescer. Pois é..., haja alimento, água potável e espaço. Mas esse número é até onde a gente sabe. Se levar em consideração que em algumas localidades alguns recém-nascidos sequer são registrados...

Algumas nações chegaram a celebrar a marca disputando a qualidade de 'pai' ou 'mãe' (tanto faz) da incrível proeza. Maravilha! Tudo é festa! Contudo, celebrar o quê? A marca de 1 bilhão em exrema miséria e que ainda passam fome, em pleno século XXI! Alguns países que mais parecem continentes de tão populosos! Hum... talvez pelo fato do gráfico populacional estar numa crescente, em ritmo acelerado e no espaço de tempo cada vez menor!

Seria interessantíssimo ver o mesmo entusiasmo com propostas de planejamento familiar em nível global. O desequilíbrio é desproporcional, enquanto que alguns países seguem uma tendência de declínio, como Itália e Japão, outros ainda seguem na contramão, como toda a complexidade do continente africano.

Agora, sobre a questão de qual população cresce sem controle, evidentemente que qualquer uma delas. Qualquer uma outra! A diferença é que enquanto fazemos isso de forma consciente, o que torna tudo muito pior e oferecendo risco às demais, de quebra, colocamos em cheque a própria.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Indestrutível

Eu tenho a força...
*Correção: tinha.

Lembremos de uma premissa básica do Direito que diz o seguinte - cabe ao acusador o ônus da
prova. Só que aqui no Brasil, rola o contrário - ao acusado cabe o ônus de provar a inocência diante dos fatos ou boatos.
Não acuso, muito menos, saio em defesa; sou apartidário mas não alienado; sei que corrupção é um 'cancro' e com a política, andam de mãos dadas, mas esse negócio de atirar primeiro e depois perguntar... acaba vitimando gente inocente.
Puxei pela memória, um caso que aconteceu há muito tempo atrás, sobre proprietários de uma escola infantil, em São Paulo, acusados de abuso. O episódio caiu na mídia com tudo! Foi um linchamento público. Mais tarde, chegaram à conclusão nenhuma. Pois bem, o estrago na reputação alheia, já estava feito.
No caso do ex-Ministro dos Esportes, Orlando Silva, não resta alternativa a não ser passar mais esse caso a limpo. São tantos...porém, esse caso de citação - "Neste momento, como disse Pablo Neruda em sua carta ao Partido, me sinto indestrutível, porque contigo, meu partido, não termino em mim mesmo"... É, o negócio de citação parece que pega mesmo. As pessoas adoram uma citação alheia e que o diga o Senador José Sarney.
Mas Sarney, à época, também bombardeado, ficou. Já, Orlando, ruiu. Demitiu-se ou demitido, pouco importa, já que não havia mais sustentação. E ao que parece, indestrutível, é uma
palavra forte demais e ela só cai bem é na ficção mesmo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

E no Pan...Pan, Pan, Pan, Pan !!!

Bem amigos da Rede...é o Galvão, fazendo escola.

Não acompanhei toda a cobertura dos jogos pelas Redes Record e Record News, sobre o evento esportivo mais importante das Américas - os Jogos Pan Americanos, em Guadalajara - México/2011. Entretanto, pelo pouco que pude observar, não destoou nadinha do que a 'outra' fazia. Nada de esplêndido ficou evidenciado - o posicionamento das câmeras, as técnicas, as imagens...tudo absolutamente igual.
Até poderiam ter aproveitado mais as duas emissoras que possuem (ambas são abertas), para dar mais agilidade e dinamismo. Esse era um bom diferencial, mas nem isso foi possível. Houve momentos em que ambas transmitiam a mesma competição. Assim, poderiam ter diversificado mais, oferecendo uma outra opção.
Outra coisa que não deixaram passar em branco - o famoso 'ufanismo exacerbado', bem ao estilo Galvão Bueno. Gostaria de saber qual o problema com os narradores! Não poderiam apenas narrar ao invés de torcer ou torcer ao invés de narrar?! Isso ficou bem evidente no jogo que acompanhei entre Brasil X Rep. Domenicana. O cara, em determinados momentos já agastado pelo fraco desempenho dos brasileiros, não sabia se torcia, se narrava; se narrava, se torcia...enfim, irritante! Não precisam se preocupar tanto, a gente está vendo a situação!
Então quem sabe um pouco mais de equilíbrio e controle...
Ok ! Tudo bem...! Há de se compreender que, como principiante, até que ficou de razoável para bom. E de mais a mais, que sirva de experiência para Londres/2012. Porém, detalhe, seria possível deixar o ufanismo aqui no Brasil, só desta vez? Não é pedir muito, né!