quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lá embaixo

Não poupamos nem o que não vemos.

Se na superfície alguns dos nossos rios já foram dados como mortos e supõe -se que seria gasto pequenas fortunas para descontaminá-los; outras de nossas reservas aquíferas, aquelas que não vemos, também podem estar evoluindo para esse quadro de doença terminal. Há o risco, não menos, todos pelas ações do próprio homem.
Acompanhe: excessivos usos de toneladas de venenos, pesticidas e demais produtos químicos que compõem os agrotóxicos utilizados nas plantações; metais pesados utilizados para processar nas indústrias (alumínio, mercúrio, cromo, cádmio, manganês e o chumbo); fossas cavadas próximas à reservas e sem planejamento algum; esgotos caseiros que correm 'in natura' e sem nenhuma medida de contenção; os lixões a céu aberto...enfim, são intermináveis os motivos para que o resultado lá embaixo seja o mesmo que daqui de cima.
Não podemos presumir, a não ser através de estudos, que toda terra seja permeável e irá tragar toda essa porcaria; porém, seja lá o que for, em algum lugar isso tudo vai parar, tudo tem um destino final. Infelizmente, há grandes possibilidades de que o destino seja mesmo os confins da terra, chegando aos lençóis freáticos o que seria uma grande pena.
Saiba que, uma vez alojado no organismo, alguns desses metais e produtos químicos, por exemplo, ficarão ali para toda a sua existência e as consequências, poucos sabem; mas em casos de mutações genéticas, ocorridas em muitas espécies, jamais atribua ao mero acaso ou como um castigo divino pelo maltrato das coisas aqui nestas terras. Atribua sim, à concentração desses agentes no organismo, pois uma pequena concentração deles pode ser suficiente para comprometer e alterar toda cadeia genética de qualquer ser vivo.

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