
La poderosa, era o nome simbólico da moto que levou Ernesto Che Guevara a percorrer o nosso Continente, conhecendo as mazelas sul-americanas e que o despertou para a vida. Mas a poderosa, não era tão poderosa, não agüentou todo o percurso, deixando-o na mão. Por ser a precursora no trajeto, tem lá o seu nome na história.
Hoje, os atuais líderes, têm seus ‘aviõezinhos presidenciais’. Vão pra lá e pra cá, com suas comitivas e às custas do dinheiro alheio, com grandes aparatos, tudo do bom e do melhor. Che, levava consigo uma mochila, um diário (onde relatava sua trajetória), pouco dinheiro no bolso e sua única comitiva era seu amigo, Alberto Granados. Enfim, não eram apenas esses detalhes que destoavam Che Guevara dos atuais líderes. Lógico, não dá pra ficar traçando comparações, é elucubração demais de minha parte.
O grande diferencial a favor de Che, era sua intelectualidade, associada à sensibilidade com as necessidades do próximo. Aquela realidade miserável realmente, incomodava-o.
Porém, deixou-se levar pela arrogância. Entendo assim. Não que isso seja um mal. Mas, no meu entender arrogância não discrimina o letrado do iletrado. Ocupa as duas extremidades: a do que sabe demais e crê que sempre sabe tudo a ponto de impor; e o que sabe de menos, também tem suas convicções só que carece da humildade para reconhecer que precisa da assistência. Como se estendendo-lhe a mão, ferisse o orgulho. Che, se encaixava na primeira e a maioria sempre se encaixa na segunda.Resultado: batido na Bolívia.






