
Sem din-din. 'É possível o mundo viver assim', por Mark Boyle*.
É bom frisar que antes da invenção do dinheiro, as economias giravam em torno do escambo. Havia a troca de determinados produtos que se faziam necessários. A posteriori, inventaram o din-din e resolveram conferir valor a esse pedaço de papel colorido.
Irrelevante acrescentar por quem foi inventado; porém, o motivo da invenção era uma forma de suprir o escambo. A ideia não só agradou os homens para o efeito de 'troca' como o seu acúmulo para fazer fortuna. Pronto! Da ideia ao imbróglio para a humanidade.
O din-din todos sabem é manuseado de qualquer jeito, mal conservado é deveras sujo e contaminado. Além de passar de mão em mão, uns ainda o carregam na cueca; já outros, nas meias e tem até quem o utilize como acessório para aspirar a 'droga' do dia.
Mas, na real, alguns desevolveram tanto amor, apegaram-se tanto e correm tanto em busca de mais e mais que se esquecem de viver. Assim que acumulam muito, ainda creem não estar seguro de ser o bastante; mas quando se apercebem o tempo voou e ficou tarde demais e partiu-se; partindo o montante ficou para, injustamente, outros usufruirem ou se atracarem por ele.
Em tempo: Para o irlandês, o dinheiro é a raiz de todos os males das civilizações; inclusive, da insegurança e medos de toda a humanidade. Em suma, tens toda a razão.
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