
Seria exagero afirmar que, nos dias atuais, Deus tenha se tornado supérfluo?
Convém lembrar que algumas pessoas atribuem a frase ao intelectual escritor russo, Fiodor Dostoievsky (basta ler sua obra Os irmãos Karamazovi, para ter uma vaga idéia de suas idéias polêmicas sobre a existência ou não de Deus). Porém, tudo indica que o autor dela seja mesmo o pensador francês François Marie Arouet, ou apenas Voltaire, como queiram. E Voltaire disse o seguinte: 'Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo'.
Na outra ponta, jogando areia no ventilador ou pondo mais lenha na fogueira, o filósofo Mikhail Alechandrovich Bakunin, resolveu contrariar Voltaire. Talvez, com a justa finalidade de polemizar mais ainda; sua frase: 'Se Deus existisse, seria preciso aboli-lo'.
Pois bem, essas discussões filosóficas atravessam os tempos e, não menos, merecem longínquas considerações. Sim pois, recentemente, o Papa Bento XVI insurgiu com a sua opinião sobre o tema, ou seja, que na atualidade o mundo considera Deus 'irrelevante e supérfluo' e que sem ele, caminhamos todos rumo à destruição.
Não é algo muito difícil de predizer pois, curiosamente, à medida o homem evolui, parece-me que todos os seus valores vão se perdendo na mesma proporção.
Bem, não sei quais são os desígnios da humanidade, tampouco ousaria discorrer sobre; no entanto, Santíssimo, serei sim mais ousado em afirmar que, nestas terras, de fato, o homem está aos poucos suprimindo a imagem e existência de um 'todo poderoso'. Não obstante, o homem não apenas está tomando vosso lugar como está conferindo todo esse poder ao dinheiro! Isso mesmo, transformando-o na mola central de sua essência.
Nesse caso, não fica difícil afirmar que Deus não apenas está sendo relegado ao acaso, como também, em nome de todas as vicissitudes humanas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário