terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ser ou não ser...


igual aos demais, eis o dilema.

Que mea culpa, mea máxima culpa que nada, repassa! E assim fez o Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do Democratas.

O detalhe é que o episódio aconteceu lá...em 2001! Quando alguns de seus pares, companheiros, amigos, conchavos, sei lá como eles designam, estavam com a corda no pescoço; próximos mesmo de terem seus mandatos caçados. Nesses momentos é que o corporativismo falou mais alto.

Por conseguinte, revelou isso pra quê? Que efeito tem isso agora? Objetivo de limpar a consciência e tirar o peso das costas? Não seria mais dignificante revelar isso naquele instante? Quem entende esses políticos...dia após dia, frustram-nos quaisquer expectativas de mudanças.

Não sei que impacto isso tem, que surpresa isso causa ou qual será o tamanho da repercursão, mesmo porque tempos atrás, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), já havia revelado que cerca de 90% do próprio partido praticava corrupção. O novo pode ser considerado a justificativa - mentir o fez parecer com os demais da sua classe...opa! Mas é bom por as barbas de molho. Pode ser que te isolem, assim como fizeram com Vasconcelos. Por onde andarás, Vasconcelos?

Muito mais irônico é que as eleições estão batendo à porta e, atualmente como governador ele, deverá pleitear alguma vaguinha ano que vem. Sabe como é né, aqueles que por ventura agarram o queijo não querem mais largar. Adoraria estar equivocado, mas alguma dúvida de que será eleito com um pé nas costas? É esse tipo de político que ao estilo Paulo Maluf (PP-SP), acaba voltando nos braços do povo.

Ademais, a gente ainda tem que engolir a afirmação de que o brasileiro sabe votar. Mas desce quadrado. Principalmente, quando surgem pesquisas reforçando a tese de que uma boa parte do eleitorado brasileiro (aproximadamente 17 milhões), troca o voto por algum tipo de benefício, quinhão ou migalha.

De fato, fica difícil as coisas mudarem. Se é que um dia elas mudarão.

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