terça-feira, 10 de novembro de 2009

Que novela

Poder e cobiça. Calma, tá só começando.
Poder e cobiça, nada tem a ver com tema de seriado de tv. Não tem nenhuma co-relação com a dramaturgia brasileira ou alguma cena de novela; embora seja mais repetitiva do que o 'vale a pena ver de novo'.
Seus discursos são maçantes e bastante conhecidos. Um, com aquele vocabulário empobrecido e gasto, marcado pela previsibilidade, pregando um terrorismo que já não cola mais, traçando um paralelo entre a oposição e as táticas de Hitler. Muito mau gosto.
Do outro lado, a empafia do nariz empinado, a intelectualidade e a vaidade rebuscada, fazendo alertas sobre o foco e o que tem prevalecido na mente dos atuais líderes da A.L. Uma vez no poder, afeiçoaram-se a ele; agora, mais parecem ditadores disfarçados de governantes, resolvidos a se intalar na cadeira e se apossar da caneta, definitivamente.
No mais recente capítulo desse velho embate, os protagonistas estão bem longe do tipo galã, tampouco fortão como lutadores de vale-tudo. São apenas nossos homens públicos, ensaiando um pouco do que vem por aí. Ah, claro, sem deixar de lado a típica vaidade que impera nos bastidores bastidores das tvs.
E pra quem apostava que esse ringue, circo ou cenário seria montado apenas no ano seguinte, enganou-se. Há muito que está rolando pelas ruas e essas trocas de farpas envolvendo Lula e FHC, não tardariam. Saiba que esse caminho que parece longo e entediante para nós, é reconhecidamente curto para eles e cada qual deseja se aprumar da melhor maneira possível.
O que está em jogo? Tão somente o poder.

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