Certamente, deve ser bom demais; sensação indescritível; a cadeira presidencial deve ser pra lá de gostosa, o céu aqui na terra. Tanto é que alguns deslumbraram-se e deslumbram-se.
E quão fascinante é o mundo da política. Pois não é que, pé ante pé, devagarinho, mais um ressurge das cinzas. Trata-se do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, se aproximando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; cobrindo-o de elogios, estendendo-os à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Essa estratégia não tem nada de moderna, assim o fizeram tantos outros, Fernando Collor de Mello, por exemplo.
Mas...resumidamente, o que é que ambiciona na política ainda, hein, Garotinho?
'...sou muito novo. Sempre é tempo de recomeçar. Não desisti do sonho de ser presidente, mas meu projeto passa pelo Rio'. É! Garotinho, novo, sonho, recomeçar...tem tudo a ver. Mas, ah...é o poder! Quem provou, não esquece jamais.
Mas as novas lideranças, onde estarão? Aqueles do tipo que se destacam pela coerência e sensatez. Porque como vê, as velhas oligarquias se vão; mas nunca definitivamente. Elas que se apresentam de novo, novamente, mais uma vez, estão todos no mesmo nível e patamar. Existirá uma que, indistintamente, observe as leis e as siga sem privilégios muito maiores do que aqueles que lhe foram conferidos? Sei não, tá mais encontrar agulha no palheiro. Quando Lula traçou comentários em defesa de José Sarney, referindo-se a ele como uma pessoa que deveria ter tratamentos especiais, lancei-me à época da Ditadura. Aqueles, também se consideravam especiais. Só veio reforçar as minhas teses de que direitos e deveres; regras e leis, não são iguais para todos - Manda quem pode...sempre.
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