quarta-feira, 24 de junho de 2009

Efeito Robin Hood

Quem quer din-din, aêê...?!
Que Silvio, que nada! Só pedir para o Lula.
Então né, melhor seria dar diretamente aos pobres. Essa foi a resposta do presidente Lula ao empresariado brasileiro. Segundo ele a classe, às vezes, reclama mesmo de barriguinha cheia. De fato tem embasamento, sentido e fundamento a crítica do presidente. Nem sempre ou quase nunca a desoneração fiscal, redução de impostos ou quaisquer incentivos para estimular a economia, chegam ao final da ponta; quase nunca os maiores interessados sentem os reflexos no bolso, tão pífio que é.
Basta observar o caso da gasolina, por exemplo: quando aumenta, sobra para quem? O consumidor, porque com toda a eficiência o aumento é repassado; quando abaixa, bem, demoooora... a chegar ao consumidor; na maioria das vezes, banana pra você, consumidor. Estranho isso!
Até a famigerada CPMF, aquela que era exclusivamente para a saúde e acabou tendo outros destinos, foi usada por ele como justificativa por não ter tido o tão esperado efeito: A queda nos preços dos produtos. E não sei se foi um blefe, estratégia para popularizar mais ainda a imagem ou tentativa de queimar na fogueira, em praça pública, a reputação dos empresários; mas ele afirma que a tese de 'dar dinheiro aos pobres' tem defesa no Ministério da Fazenda.
É, num país onde a carga tributária é tão exorbitante (38,45% do Produto Interno Bruto) alguns incentivos acabam desintegram-se pelo caminho e não seria má idéia distribuir algumas migalhas à plebe, né Robin? Afinal, ano quem vem tem eleições.

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