Ases do volante; velozes atroz; meu carro, minha bolha, meu mundo...é assim que a maioria se sente, ao pegar no volante. Transformam-se, geralmente isso acontece quando se está muito transtornado, estressado, 'p' da vida, potencializando-se o problema.
E quando há predisposição? Bom, aí é mais grave, porque vai acontecer o óbvio. Bastará um gesto, um olhar (de quem comeu e não gostou), aquela colada na traseira, uma fechadinha...e pronto! Pavio aceso, não vai querer levar desaforo pra casa. Enfurecidas, as pessoas mudam por completo; por um impulso momentâneo, ficam fora de si; nesse exato momento, breve que seja, é que acontecem as brigas e maiores tragédias nas vias. É esse o retrato de duas pesquisas, realisadas com motoristas, sobre conhecimentos, comportamentos e procedimentos, no trânsito.
O antropólogo Roberto DaMatta (ES) entrevistou cerca de 400 pessoas. Não só constatou que as pessoas andam agressivas demais, como também o desdém quanto ao conhecimento e respeito às leis e regras de trânsito. Uma outra, mais abrangente, da psicóloga Cláudia Aline Soares Monteiro (DF) mais de 900 pessoas foram ouvidas; conclusão: Os veteranos do volante, foram considerados os mais agressivos; entre as mulheres, pesa o nível de escolaridade - quanto maior, mais acentuada e entre os mais jovens (18 aos 27), situam-se os que cometem mais infrações.
Algumas coisa são básicas para evitar esses tipos de problemas e todo mundo sabe: Não revidar aos gestos e xingamentos, ignore; não exceder os limites de velocidade; dar a preferência e mesmo que tenha cometido uma falta, reconheça o erro. Claro, não é sempre que dá certo. Mas alguém tem que ter a iniciativa, caso contrário, as ruas vão viram ringue de lutas; como aconteceu dias atrás, flagrado por uma emissora de tv, onde homens e mulheres se atracaram, literalmente. Cena grotesca, bisonha e ridícula.

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