quinta-feira, 30 de julho de 2009
A insustentável leveza do ser
É Cazuza, 'não para não, não para...'; e, é a contragosto que comento as agruras dos nossos políticos. Como eu gostaria que eles aproveitassem bem toda a credibilidade que lhes foram conferidas. Mais engraçado é a alternância; ora um, ora outro; porém sempre alguém na linha de fogo e com denúncias relevantes.
Todavia, as avalanches de denúncias pela falta de decoro contra José Sarney (PMDB-AP) não cessam. Suspeita-se que faça parte do seu gabinete Gabriela Aragão Guimarães Mendes, nomeada por Agaciel Maia em 2007. Ao que se comenta, mais um entre tantos outros que recebe, mas não comparece.
Das punições (que duvido e faço pouco):
Podem ir de uma simples advertência verbal até a cassação do mandato. Como a pena deve ser decidida pela maioria e, em seguida, referendada, então...esqueça!
Como diz um amigo meu: 'Quando se tem muitos ratos com os rabos presos na ratoeira, um só lamento'. No caso em questão o 'só lamento' é para nós, ok?!
A ironia disso tudo é que, enquanto alguns políticos fazem de tudo para serem lembrados (ano que vem tem eleição), Sarney deseja que o deixem ali, no cantinho, quietinho, esquecidinho. Quem sabe com o tempo...
Mas não há duvidas, graças ao trabalho esclarecedor da imprensa e contra toda essa baderna e barulheira que eles estão produzindo, fica cada vez mais impossível não mirar as atenções aos acontecimentos lá, em Brasília. Podem reproduzir, copiar ou plagiar as mais brilhantes frases que os filósofos, com efeito, já citaram. Dessa forma, até mesmo Lucius Annaeus Seneca, iria jogar a toalha e quebrar o silêncio: 'Olha, ô do bigode, assim não dá'!!!
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