Parece um déjà vu, nem sei quantas vezes já falei da situação das águas aqui e ainda há de se falar muitas vezes mais. No entanto, onde é que você encontra de tudo? Isso, na curva daquele rio. Tudo mesmo! De insetos, ratos, sacos plásticos, garrafas pet, pneus, mobílias velhas, dejetos, restos e mais restos...os rios viraram ponto de desova de todo o tipo de coisa. E o peixe que era o verdadeiro 'dono da casa', nada!
Se o alerta de que a água potável é um bem finito e todos têm absoluta consciência disso; ainda assim, não tomam conhecimento da gravidade; e porque ainda nada fazem? O impressionante é que tendo um objeto descartável à mão, parecem que sentem mais desejo ainda de jogá-lo ali. Será que pressentem que o local é adequado? Como se ali estivesse escrito a seguinte frase: Por favor, jogue aqui.
Em qualquer que seja a cidade em que passar e lá correr um rio, observe; verá a triste agonia das águas. E se uma nascente, córrego ou rio estão poluídos, dimensione; imagine então que eles tenha afluentes; certamente, não terá ideia do tamanho da 'enrosco'.
Entretanto, um detalhe: saiba que essas águas que tudo levam, concomitantemente, tudo trazem de volta. Essa história de elaborar campanhas bonitinhas, traçar projetos, fazer aquela aparente limpeza das margens e julgar um dever cumprido não é o bastante; já que este não é o problema central. A tarefa da conservação passa sim, pelos órgãos competentes, mas se estende pelas mãos das pessoas, pois a água é um bem de todos. E se essas pessoas têm a clareza dos males que fazem a si próprias e nada fazem, infelizmente, água limpa se tornará um bem de museu.
Aí, legal! Já tenho até um nome - Museu das águas limpas, que tal?
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/07/11/ult5772u4611.jhtm

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