Até o momento em que acompanhei a pesquisa online, sobre se 'os jovens deveriam usar menos o PC', assistir mais a TV; o quadro era o seguinte: de 220 votos, 85% não era favorável.
Fácil explicar o porquê - Na internet, existe uma coisa chamada simultaneidade; o acesso é vasto e ilimitado, para quem tem o acesso; você seleciona a informação, entretenimento, programação, notícia, o site que quer ver e só o que quer ver...por essas e outras vantagens mais é que a internet mantém domínio da preferência.
O apelo do Ministro da Comunicações, foi feito na abertura do 25º Congresso Brasileiro da Radiodifusão, recentemente, realizado pela ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), em Brasília. Segundo Hélio Costa, que ainda contou com o reforço do executivo do Google, Eric Schmidt; os jovens deveriam trocar um pouco a vida 'virtual' pela 'real'; o PC pelo Rádio ou TV.
Até concordo que as pessoas estão passando muito tempo com seus PC's (eu inclusive). Porém, com esse atual modelo de comunicação das emissoras de tv; enquanto que a paga não está acessível à maioria da população; a aberta, encontra-se com programação, entretenimento e informação muitas vezes de gostos duvidosos. Sendo assim, não há como desmobilizar os internautas, esqueça!
Alguém precisa lembrar ao Sr. Ministro que, de fato, há sim, imensa vantagem da web e os ipod's. Que os gostos estão mais seletivos e variados; que tv e rádio, não estão acompanhando, nem oferecem isso de imediato.
As pessoas relutam muito às mudanças de hábitos e as tv's dão aquilo que as pessoas querem ver. Particularmente, gostaria muito de ver as emissoras com programação de qualidade, sem a excessiva idolatria, sensasionalismos, alienações, vulgaridades, erotismo, violência, transmitindo insegurança nas pessoas, entre outras idiotices mais (Vixe...baixou o Chávez aqui. Aí, não vai ter mais tv!).
Tem mais: Na madrugada, as tv's, praticamente, rifaram o espaço aos programas religiosos; nos finais de semana, é um sofrimento ver programas de auditório e alguns programas bons, são exibidos cedo demais, quem é que os vê?
Na verdade, deveriam deixar de lado mesmo; só um pouquinho, a exposição aos monitores e substituí-los pela leitura. Um bom livro, por exemplo. Mas aí, creio que sou eu a exigir demais.
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