segunda-feira, 30 de março de 2009

O que será, que será...


quando a Amazônia acabar.
Não tenho bola de cristal portanto, não vou queimar meu filme profetizando que ela logo acabará. Mas arriscarei um palpite - a longo prazo, limitar-se-á em reservas, assim como a Mata Atlântica, antes de ponta a ponta do nosso litoral, agora reduzida a menos de 8%, tão estrangulada pela civilização. Não, não se trata de pessimismo, quando as coisas caminham para o óbvio.
Veja bem, o Brasil possui a maior fatia da floresta, são 64,3%. No entanto, o que menos dispõe de gente zelando por ela. Amarrados ao fortes interesses comerciais, estão a burocracia e a ausência de uma legislação rigorosa.
Estimam-se que, todos os dias, parte dela tomba e desaparece, em silêncio e ritmo acelerado. Espécimes em extinção são abatidos, animais vivos, plantas e minerais, saem clandestinamente. É o preço da comercialização, dilapidando um imenso patrimônio.
A gente bate no peito e diz ‘a Amazônia é nossa’! Nem tanto assim. Não é só pelo bioma que os olhos do mundo estão voltados para lá. O caminho também está aberto para Ong’s disfarçadas com seus ‘rótulos’ preservacionistas, estrangeiros comprando áreas, madeireiros ilegais, garimpeiros e até mesmo a Petrobrás estão em áreas de preservação.
Qual será o impacto disso tudo?
Um mapeamento produzido pela Raisg - Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (http://www.raisg.socioambiental.org/), é que vai ajudar nessa avaliação, em todos os 9 países que possuem fronteiras amazônicas. É o mínimo.
Quem se lembraria dos documentários produzidos pelo oceanógrafo francês, Jacques Cousteau, em 1982, na bacia Amazônica, revelando-nos um dos maiores ecossistemas do mundo. Alguns anos depois, surgiria o Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers, fundado em 1986. Localizado no município de Iranduba (60 km de Manaus), o empreendimento fica dentro de uma unidade de conservação estadual, a 6 km de distância do Parque Nacional de Anavilhanas.
O dono, que se diz adepto da preservação, recentemente foi multado pelo Ipaam - Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, por crimes ambientais. Além da poluição das águas, os fiscais relataram resíduos sólidos próximos ao empreendimento, muito lixo e criações em áreas de reciclagem.
A multa ele paga na boa! Isso, quando recorre e não paga. O que evidencia um contrasenso, mais parece um triste fim anunciado.

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