segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Que droga, hein!

O mercado exige uma localização estratégica
A Colômbia é disparado o maior produtor de coca aqui nas nossas redondezas. Bingo! Não é o maior distribuidor por uma questão geográfica - de um lado, o pacífico; do outro, a floresta. Acima, o gargalo da Nicaragua. O que foi que restou? O trânsito do corredor logo abaixo. Aí é que entra o território boliviano.

Observando a imensidão da fronteira seca que une Bolívia e Brasil, fica fácil entender porque a ONU chegou à conclusão de que a Bolívia é o maior responsável pelo abastecimento do mercado brasileiro. E do Brasil para o mundo. Pudera... como é vigiar toda essa extensão ponta a ponta? Sem grandes recursos tecnológicos, equipamentos, logística, gente especializada em bom número, fica impossível.

Ademais, sem falsas expectativas, sem discursos demagógicos, essa é uma guerra mais complicada que a conjectura de Poincaré; mais que a questão da Palestina. Parece exagerado, mas ela é completamente inconclusa pois, por mais que os oponentes do tráfico sejam esforçados no combate, coibindo uma maneira; em seguida, surgem com outras, desembocando novamente no mercado. E as cifras são tão fabulosas que, para os caras, justifica correr o risco.

A entender: Primeiro ponto - comece pelo livre direito de consciência, ou seja, ninguém é obrigado a consumir. Simplesmente vai lá e consome. Segundo ponto - já inseridos, todos acabam reféns do próprio vício. Discutir incongruência? Se casuísmo, conivência, incompetência, vistas grossas, corpo mole...pode ser tudo isso e mais alguma coisa. Visceral é saber o seguinte: Há quem consome? Então pronto! Tudo é oferta e demanda.

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