sexta-feira, 18 de novembro de 2011

E aí, tudo 'azul' ?

Não está tudo como dantes, com certeza
Estranho mesmo a pouca cobertura sobre o vazamento de óleo na bacia de Campos - RJ. Deve ser porque o lobby dessas empresas petrolíferas é bastante consistente e seu poder de alienar, enorme... talvez, pelo fato da empresa ser norte-americana e as águas, brasileiras! De qualquer forma, ficam aqui algumas perguntas - e se fosse ao contrário, como agiriam os norte-americanos em relação a empresa de exploração de bandeira brasileira? E o comportamento da imprensa norte-americana?
É...! Suposições à parte, real e factível mesmo é a possibilidade de acidentes assim acontecerem, de fato. Qualquer especialista, se questionado sobre o assunto - exploração em águas profundas, certamente será categórico em afirmar que os riscos são sempre iminentes; por melhor que sejam os recursos tecnológicos disponíveis. Puxe pela memória e terá o maior desastre ambiental causado pela British Petroleum, no Golfo do México.
Lá, depois do ocorrido, técnicos traçaram estudos, estimativas; todavia, tudo é impreciso. É como se alguém conseguisse prever quando um enfermo sairia do coma. Mesmo com toda observação, acompanhamento e tratamento, quando é que ele irá despertar? Ninguém sabe! Tudo depende do complexo sistema neurológico e, porque não, do seu sistema imunológico. E isso varia de indivíduo para indivíduo. Com a natureza não é nada diferente.
Depois daquele vazamento, que afetou seriamente o ecossistema local, não dá para precisar quanto tempo levará para se recuperar por completo. Ademais, há de levar em consideração todos os outros fatores e elementos que conspiram contra - poluição, aquecimento global, alteração na temperatura das águas, acidez dessas águas, etc...
Voltemos atenção ao vazamento aqui, no nosso Brasil - enquanto um telejornal noticiava o acidente, chamou-me atenção o comentário de um delegado da Polícia Federal sobre o problema. Ele havia dito exatamente assim: "Alguma coisa ali deu errado". (...?!) uau! Puxa vida!! Quero crer que não tenha necessitado de ajuda para chegar a essa brilhantíssima conclusão.

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