quinta-feira, 9 de abril de 2009

Rasgando o diploma



O dilema do diploma - Faculdade de jornalismo pra quê?

Pois, alguém levantou esses cinco pontos contra a obrigatoriedade do diploma:
1. A melhor forma de melhorar a qualidade das faculdades de jornalismo é derrubar a obrigatoriedade do diploma. Vão sobreviver as escolas que realmente fizerem a diferença.

2. Se fosse verdade que é necessário diploma para fazer bom jornalismo, o que se fazia no Brasil antes de 1969?

3. Se fosse verdade que é necessário diploma para fazer bom jornalismo, o que se faz nos EUA? Na Inglaterra? Na França?

4. A falta de diploma não avilta os salários. A Folha paga salários tão altos quanto qualquer jornal, se não mais altos.

5. É ridículo dizer que as empresas querem o fim do diploma obrigatório para pagar menos. Não só porque os fatos provam que isso é mentira (ver ponto 4), mas porque o que qualquer empresa quer é ter os melhores profissionais. Os mais competentes. Os mais inteligentes. Os mais bem formados.

Oportunismo extra, comparar o jornalismo de hoje com o de 40 anos atrás. É como aquelas pesquisas esportivas, por exemplo - 'quem é o melhor', Zico ou Kaká? Sinceramente, absurda comparação. Épocas diferentes, situações diferentes; Comparar com outras culturas é nada-nada conveniente. Aqui não é EUA, nem Inglaterra, muito menos a França. Os padrões culturais não são os mesmos; Por fim, será que os que optam por fazer jornalismo, estão pensando em altos salários? Se alguém entra para a faculdade de comunicação com esse pensamento, já entra equivocado. Não creio.

Lei da Imprensa, votação adiada

Estudantes de jornalismo, professores universitários e jornalistas realizam manifestações em defesa do diploma. Evidentemente, defenderá a não obrigatoriedade, quem não ralou 4 anos no banco da faculdade. Isso é fato.

Não que todo profissional formado, seja bom. Comunicação, também é aptidão. Não dá pra cair de paraquedas. Assim como em todas as demais áreas, há muita gente ruim e devemos deixar que o mercado faça a seleção. Mas se há uma vaga no mercado, um passou pelo crivo da faculdade, o outro não. Havendo bom senso, quem teria mais chances?

Porém, vejamos, temos ex-reality show, fofoqueiros de plantão, chefes de cozinha, modelos, cantores, estrangeiros, até gente com outra formação acadêmica ou, sem o mínimo de formação, exercendo comunicação. Esqueci de alguém na miscelânia?

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