segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um país de chorões

Desculpe, mas eu vou chorar...


Ué, e aquele papo de 'meu filho, homem que é homem, não chora'.
Então, perguntemos ao presidente Lula: Lula, afinal, homem chora ou não chora? _ 'Faltam neste País mais dirigentes políticos que chorem'.
Isso aí! O nosso presidente cre que o Brasil precisa de homens públicos que chorem. E eu que pensei que político tinha é que ser firme (A la Collor) e soltar o verbo. Mas estou começando a rever meus conceitos e acreditar que eles choram (Deve ser nos bastidores porque ninguém vê); porém, será de vergonha? Sensibilidade é que não é!
E aí, chora ou não chora? Para reforçar o argumento a favor dos chorões tem um bastante significativo: Quem não chora, não mama. Imbatível. Ganharam!
Talvez exista por aí, um país onde as pessoas mais chiem, mais reclamem e tenha mais chorões por metro quadrado do que o Brasil, mas eu desconheço o fato. Desculpe-me, mas brasileiro chora mesmo! Seja por qual motivo seja e a todo o momento. Ao invés de se posicionar e tomar atitude, na maioria das vezes, ele senta e chora...
Mas o grande problema da classe política, seja brasileira ou em qualquer parte do mundo, não é bem a ausência das lágrimas; sim da falta de vergonha, do caráter, da integridade e, principalmente, da compreensão humana, seus semelhantes. Agora, se a questão for mesmo o choro, será que chorando todos teremos a vocação para político? Chorar é a base e pré-requisito para a evolução na classe?
Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, por exemplo, disse que é da linha dura, que dificilmente chora. Só que com a vitória do Rio de Janeiro, para realizar os Jogos Olímpicos de 2016, ele afirmou ter chorado 3 vezes durante a apresentação.
Viu, como aprende rápido! Bastou entrar pra política que já tá chorando.

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