sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Um espirro na multidão

Gripe? Não, paranóia.

O quê, como, porque, quando, onde? É...não interessa!

O fato é que ninguém mais tá querendo saber; ou, no mínimo, ter um mínimo de tolerância para perguntar antes de causar o constrangimento e de efetuar uma detenção. Em suma, prende-se antes, pergunta-se depois. Melhor prevenir? Depende...

Olha só o tamanho do equívoco: Durante uma viagem à Itália, a senadora licenciada Patrícia Saboya (PDT-CE) teve, segundo ela mesma explicou, uma crise de rinite alérgica e espirrou, naturalmente! Porém, foi suficiente para o receio e desconforto dos demais passageiros que acabaram por solicitar que ela fosse retirada do voo. Contornada a situação, em terra, foi detida pela polícia da imigração italiana (Roma).

Seria o troco? Nada! É só a paranóia tomando conta. Bem como fizeram com o italiano, preso no litoral cearence, recentemente, pelo beijo dado na boca da filha (evidentemente, se comprovado que foi apenas os beijos). Alto lá com os exasgeros, exacerbações e excessos nas análises. Se não tá podendo mais beijar...ué, espirrar também não tá podendo mais, hoje em dia?

Então, imagine: Qual seria o tamanho do estrago, o incomodo, consequentemente pânico que um espirro produziria, no meio de uma sessão de cinema, teatro ou num desses shows onde se concentram muita massa, por exemplo?! Será que dá pra dimensionar? Não dá, mas as pessoas dispersariam e se desconcentrariam, com certeza!

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