terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cobrar ou não cobrar...

Eis a questão.

Cobrar pela notícia na rede, é uma boa ideia? Uma eventual saída para as empresas de comunicação online sobreviverem?

Para as empresas, esse tipo de cobrança pode parecer cômodo, mas e todo aquele espaço destinado à publicidade e spans, também serão restritos? Alguns sites, abusam. Basta acessá-los, para o span saltar bem no meio da notícia, que incomodo.

Esse papo de cobrar ou não é bastante discutido lá fora e os mercados acompanham o desenrolar, atentamente. De fato, Rupert Murdoch, proprietário da News Corporation, já havia tocado nesse assunto com muita propriedade ao profetizar que, em breve, o acesso pelas publicações virtuais seriam cobradas (provavelmente, referindo-se a 100% delas).

Tanto é objeto de discussão, que uma empresa de consultoria a PricewaterhouseCoopers, fez uma pesquisa e revelou que 62% dos leitores (logicamente, considerando notícia de grande impacto) estariam dispostos a pagar por um material exclusivo na rede. É pagar pra ver.

Agora, alguns exemplos de sucesso e insucessos; tentativas e erros:

O 'The New York Times' que havia adotado o sistema; cancelado em 2007, porque teve aumento considerável de anúncios online; 'The Los Angeles Times' bem ao contrário, teve uma redução drástica, por isso cancelou; 'The Economist' cobra e mantém-se; A Reuters e a Bloomberg também cobram pelo seu conteúdo em tempo real. Aqui no Brasil, A Folha online, mescla notícias restritas aos assinantes com outras de domínio público. Parece-me que essa seja a solução ideal.

Se há estudos pela viabilidade da ideia, há um interesse em aplicá-la. Eu creio no Mix, ou mescla de conteúdo pago e livre. No entanto, a sobrevivência dependerá da atuação, receptividade e segmentação do mercado; sendo mais claro, dependerá do conteúdo e seu respectivo interesse.

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