
Vagas disponíveis.
Quantas?! Todas
A iniciativa é de um procurador da República do MPF-MS, baseado num estudo de uma ONG (Transparência Internacional) que faz relatórios anuais sobre a corrupção no mundo. Convenhamos a ideia é estapafurdia. Se estava querendo popularidade, esqueça. Não vai cair nas graças da opinião pública. Afinal de contas, eles, os corruptos, são mais lisos que mussuns. Ainda tem o inconveniente de que alguns deles ditam as regras do jogo.
Lá dentro, fariam o que, por exemplo?! Contariam vantagens, trocariam informações para o aprimoramento, suponho. E como qualificariam, já que a corrupção está em todos os níveis, instâncias, profissões? Ela vai desde o presentinho aos quinhões de dinheiro vivo.
E se, hipoteticamente, conseguissem colocar as mãos neles (estou falando dos grandões) saibam que um só desse seria insignificante para a quantidade de corruptos. E os pobres carcereiros, que tremenda roubada! Que assunto mais incongruente.
Aposto que a ideia de construir um presídio para corruptos seria mais do que artifício, motivo e incentivo para que os corruptos usem a situação para por em prática a arte de desviar verbas do presídio para corruptos. Lembremo-nos de que corrupção é uma atividade praticada A.C, ou seja, não é marca registrada nossa. Ok... aprimoramos. Enfim, praticada no mundo todo, todos os dias, a qualquer momento, incessantemente...parece coisa cíclica? E, é!
Dá até para fazer uma analogia àquela obra de Dias Gomes - "O Bem Amado" - onde Odorico Paraguaçu, interpretado por Paulo Gracindo, tem a obstinada ideia de inaugurar (não um presídio para corruptos, senão correria riscos), mas um cemitério. Curioso é que na cidade ninguém morria nunca...
Taí! Vejo semelhanças...quem disse que ficção e realidade não se misturam?
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